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O conto de hoje à noiteA manhã seguinte1 min

A Outra

A woman with a chin-length black bob wearing an oversized white t-shirt off one shoulder stands barefoot at a sunlit kitchen counter, reaching toward a small gold hoop earring, while a man in an open shirt cuts bread behind her.
The other earring was still there.

Ela ainda dormia quando ele encontrou o brinco no criado — uma pequena argolinha de ouro, não maior que a ponta do seu polegar.

Virou-a uma vez e a devolveu ao lugar. Como se devolvê-la não reclamasse nada.

Da cozinha escutava os sons dela acordando: o colapso macio do colchão, pés descalços na madeira, a pausa à porta do banheiro. Havia aprendido seu ritmo em uma noite, o que parecia simultaneamente demais e absolutamente insuficiente.

Saiu usando sua camiseta. Não havia perguntado. Ele não havia oferecido. Tinha simplesmente se tornado dela no escuro, e agora era manhã e ela a vestia.

"Há pão," ele disse. "Se quiser."

"Eu provavelmente deveria —" Parou. Deixou a frase pairando.

Ele não a completou.

Sentou-se no balcão, e ele cortou o pão porque era algo para fazer com as mãos. Lá fora a cidade já estava barulhenta consigo mesma, indiferente, o que ajudava.

Comeu em pé. Ele ficou também de pé, do outro lado, e conversaram sobre nada — o prédio, a rua, algo que ela meio-lembrava da noite anterior que a fez rir baixo e privado, um som que ele queria guardar.

Quando voltou pelo brinco, ele a observou colocá-lo. Um lado, depois o outro. O queixo levantado, o pequeno movimento deliberado do fecho.

Pegou a jaqueta.

"Obrigada pelo café da manhã," disse. Era apenas torrada. Ele não a corrigiu.

A porta fechou suavemente. Ficou ali onde estava por um momento, então olhou para o criado.

O outro brinco ainda estava lá. Ele não havia sabido. Deveria ter verificado.